A negociação internacional
Desde o final de 2007, governos de todo o mundo tentam costurar um acordo para enfrentar a crise do clima. O sucesso, ou fracasso, dessas negociações será conhecido em dezembro, na Conferência do Clima que acontecerá em Copenhague, Dinamarca. Essa reunião é talvez a nossa última chance de chegar a um consenso sobre como reduzir emissões de gases-estufa a tempo de evitar um desastre climático no futuro.
Infelizmente, a resistência demonstrada pelos governantes em assumir um papel de liderança não ajuda a acalentar esperanças. Cada um olha apenas para seus próprios interesses, num cabo-de-guerra que não leva a lugar nenhum. De um lado, estão os países industrializados, que não querem perder sua majestade. Do outro, estão os países emergentes (o Brasil nesse meio), que desejam crescer da mesma forma que os industrializados, com um pouco mais de cuidado com o ambiente – mas só um pouco mais. No meio estão as populações mais pobres, que mais sofrerão com o aquecimento global.
Os chefes de Estado ainda têm muito a fazer e precisam trabalhar em conjunto para proteger o planeta que eles, coletivamente, representam.
Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), para escapar dos piores efeitos da mudança climática – o que significa manter a elevação da temperatura média global o mais distante possível de 2°C – as emissões de gases do efeito estufa terão que diminuir entre 50% a 80% até o meio deste século.
O Greenpeace acredita que é preciso fazer bem mais, agindo de forma decisiva nos cinco blocos de temas definidos como centrais nessa negociação. Veja as propostas do Greenpeace para cada um desses temas: visão compartilhada, redução de emissões (ou mitigação), adaptação, financiamento e transferência de tecnologia.
1. Visão compartilhada
Essa é uma linha guia, que irá orientar os esforços de todos os países no enfrentamento das mudanças do clima. Nesse sentido, são discutidos temas como o aumento máximo de temperatura média do planeta, a concentração dos gases do efeito estufa na atmosfera e a diferença entre os esforços dos países desenvolvidos e dos países em desenvolvimento.
A maioria dos países concorda que o aumento máximo da temperatura média da Terra deve ser limitado em 2ºC, em comparação com a temperatura medida antes da Revolução Industrial. Porém, ainda existe muita discussão sobre qual a concentração máxima aceitável de gases-estufa na atmosfera para limitar esse aumento e sobre como garantir que esses limites serão atingidos. Limites bem estabelecidos são importantes pois indicam o nível de ambição dos países e permitem que a sociedade civil exerça pressão sobre o compromisso estabelecido e as ações adotadas.
O Greenpeace defende que o aumento máximo fique bem abaixo do 2ºC e que, com cada ano menos gases-estufa no ar, a temperatura comece a cair o mais rápido o possível. Além disso, o acordo global deve garantir a todos os povos e as culturas o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento sustentável.
2. Redução de emissões (mitigação)
Cada país desenvolvido propõe um corte diferente de suas emissões de gases do efeito estufa, que variam entre 5% e 30% até 2020, em comparação com o que emitiam em 1990. Isso, no fundo, representa apenas uma média de 10% a 15% de reduções.
Esses números estão muito abaixo do que a ciência recomenda. Para que o ganho seja real, o Greenpeace pede às nações industrializadas que cortem pelo menos 40% de suas emissões até 2020, usando como base o ano de 1990, e que financiem os países em desenvolvimento com US$ 160 bilhões por ano, para que esses possam mudar seus padrões de crescimento e adotar medidas que levem a uma queda de 15% a 30% em suas emissões, em relação ao que se espera que cada um emita em 2020.
3. Adaptação
Os países em desenvolvimento já são afetados pelos efeitos negativos do aquecimento global. Ao mesmo tempo, eles não possuem informações, infraestrutura, capacidade e recursos para lidar com esses problemas.
O Greenpeace calcula que sejam necessários US$ 56 bilhões no suporte a estratégias de adaptação. A maneira com que este dinheiro será utilizado deve ser decidida em diferentes níveis – nacional, regional e local –, permitindo a participação dos grupos mais vulneráveis na tomada de decisão e levando em consideração as diferentes realidades. Além disso, deve ser criado um sistema de seguros, com US$ 7 bilhões, para compensar os danos que não puderem ser evitados.
4. Financiamento
O financiamento para os países em desenvolvimento se prepararem para enfrentar o desafio das mudanças climáticas é um dos itens mais complexos nas negociações. A proposta do Greenpeace é que sejam alocados US$ 160 bilhões para que os países em desenvolvimento possam se adaptar e adotar medidas de mitigação. Esses recursos devem vir principalmente de fontes públicas e sua administração e distribuição devem ser feitas por uma nova instituição ligada a ONU.
O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que cuida dos mercados de carbono, deve ser reformulado para favorecer ações setoriais nos grandes países em desenvolvimento e ações pontuais nos países mais pobres. A Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) seria financiada por um mecanismo internacional que arrecade pelo menos R$ 42 bilhões, priorizando a preservação da biodiversidade, de florestas primárias e garantindo os direitos dos povos indígenas.
5. Transferência de tecnologia
Os países desenvolvidos estão à frente na criação de tecnologias que permitam gerar energia com menos emissão de gases do efeito estufa. No entanto, a transferência dessa tecnologia para os países em desenvolvimento (especialmente China e Índia), que envolve, entre outras, questões de propriedade intelectual, ainda não foi decidida.
Existe a necessidade de se acelerar a criação de tecnologias de energias renováveis e o uso sustentável de recursos, aumentando seu ritmo de implementação. O Greenpeace espera que até 2050, pelo menos dois terços da geração de energia no mundo venha de fontes renováveis. Para essas ações,
http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/confer-ncias-das-na-es/5-blocos-de-negocia-es
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
ESTOU VELHO
Estou Velho Juliana Ramires
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.http://www.slideshare.net/locerma/estou-velho-juliana-ramires-2575503
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Forte chuva dificulta trânsito e deslizamentos causam mais mortes em SP
Chuva
SÃO PAULO - A chuva que caiu intermitente por cerca de 14 horas parou a capital paulista nesta terça-feira e causou a morte de seis pessoas na Grande São Paulo - uma na capital paulista, uma no município de Itaquaquecetuba e quatro irmãos em Santana do Parnaíba - dois gêmeos de 7 anos, uma menina de 9 e um rapaz de 18. A maioria das vítimas morreu em decorrência de deslizamentos ou desabamentos ocorridos em moradias erguidas em áreas de risco.
Os rios Tietê e Pinheiros transbordaram. Choveu forte durante toda a madrugada e a cidade entrou em estado de atenção desde 3h14m. Foi o terceiro transbordamento do Rio Tietê após obra bilionária de rebaixamento da calha , inaugurada em 2006.
A promotora Maria Amélia Nardy Pereira, do Ministério Público Estadual, que investiga a ampliação da marginal Tietê diz que estudos mostram que impermeabilização agrava o problema das enchentes . A Dersa, responsável pela ampliação, nega que as obras tenham relação com a enchente registrada nesta terça-feira.
Balanço da Defesa Civil do município divulgado na tarde desta terça informa que mil pessoas ficaram desalojadas e pelo menos 222 imóveis foram interditados por causa do risco de desabamento.
De acordo com o CGE, o volume de chuvas desta terça-feira na capital paulista foi o maior, em único dia, nos últimos três anos. Até as 13h, o CGE contabilizou 67,4 milímetros de chuva, em média na cidade. O maior índice anterior havia sido registrado em 29 de março de 2006, com 73,3 milímetros. Segundo a Climatempo, em oito dias, choveu em São Paulo 70% de toda a precipitação esperada para o mês de dezembro.
A Marginal Tietê, principal acesso à cidade pelas rodovias Anhanguera, Dutra, Bandeirantes, Fernão Dias e Castello Branco, foi tomada pelas águas do rio em pelo menos três pontos - sob as pontes Bandeiras, Vila Guilherme e Aricanduva - e teve de ser interditada. A Defesa Civil pediu aos caminhoneiros em trânsito que parassem nas estradas e não se aproximassem da cidade. As rodovias bloquearam o acesso à Marginal Tietê. Ônibus que chegavam do interior do estado tiveram de voltar às cidades de origem. Números da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que administra o trânsito na capital, indicam que circulam diariamente, em média, 700 mil veículos por ela, sendo 577 mil automóveis, 15 mil ônibus e 108 mil caminhões
Segundo o governo do estado, uma bomba de água falhou no Rio Pinheiros, prejudicando ainda o escoamento das águas no Rio Tietê.
Na Zona Leste da capital, a vítima foi um homem de 45 anos, que morreu soterrado na Favela Santa Madalena, que fica numa travessa da Avenida Sapopemba. O barraco ficava em cima de um morro, que cedeu. Cães farejadores acharam o corpo de Francisco Oliveira Lima no começo da manhã. Ele morava sozinho. Outras 22 moradias no local foram interditadas e desocupadas pela Defesa Civil.
Leia também: Chuva também causa estragos no interior de São Paulo
Em Santana do Parnaíba, o deslizamento de terra soterrou um barraco, matando os quatro irmãos. Os primeiros a serem achados foram os corpos de gêmeos de 7 anos. O último foi o de uma menina de 9 anos, Gilmara Oliveira dos Santos. O pai saía para o trabalho quando ouviu o estrondo. A mãe das crianças, que estava em outro cômodo, passou mal e teve de ser internada.
O pai das crianças, Gilmar de Souza, estava em choque nesta manhã.
- Eu estava tomando banho, já tinha feito café, fui ao banheiro, e quando estava saindo do banheiro ouvi um barulho e vi meus filhos já soterrados - contou.
Em Itaquaquecetuba, um córrego transbordou e arrastou uma casa que havia sido erguida no local. O corpo de Delzi Conceição Ferreira, de 57 anos, foi encontrado entre os destroços da moradia . A PM diz que Delzi vivia sozinha no local há dois meses. Segundo a Defesa Civil, a moradia foi erguida bem em cima do córrego, que tinha 2 metros de largura antes da chuva.
Em Francisco Morato, na Grande São Paulo, os bombeiros e a Polícia Militar resgataram uma mulher de 45 anos que ficou soterrada após cair num poço . Segundo os bombeiros, um barranco perto da casa da mulher, na Rua Santo Agostinho, no Jardim Santa Rosa, cedeu por causa da chuva. Com o deslizamento de terra, ela foi arrastada e acabou caindo no poço artesiano que tem no seu quintal.
O poço, de 35 metros de profundidade, não tinha água e o muro dele está prestes a ceder. A mulher ficou com areia pela cintura dentro do poço. De acordo com os bombeiros, ela teve apenas escoriações e ferimentos leves e foi levada de helicóptero para o Hospital das Clínicas, na capital paulista.
Na capital, as águas do rio também invadiram o Jardim Pantanal, em de São Miguel Paulista, Zona Leste, atingindo um metro e meio em alguns pontos. A Defesa Civil está providenciando a retirada de moradores de áreas de risco em São Miguel Paulista, São Mateus e Itaim Paulista, na Zona leste, e no Butantã, na Zona Leste. O bairro do Ipiranga está em alerta.
Na Zona Oeste, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), que abastece a Grande São Paulo e várias outras cidades do estado com verduras, frutas, legumes e até flores ficou debaixo d'água. A Ceagesp não tem previsão de quando poderá retomar as atividades.
Nas sete primeiras horas desta terça-feira, choveu na capital paulista 64 milimetros, o que equivale a 32% da média histórica para todo o mês de dezembro, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE). A cidade teve ainda 98 pontos de alagamento ao longo da manhã, o maior índice do ano. O CGE avalia que o grande problema da chuva desta terça-feira foi a continuidade por um longo período e não a intensidade, já que não houve pancadas fortes.
Na Zona Norte, o aeroporto do Campo de Marte alagou e a Rodoviária do Tietê parou. Os ônibus não puderam deixar o terminal e os passageiros ficaram nas plataformas. Ônibus vindos de outras cidades e estados também não chegaram.
Na Avenida Zachi Narchi, na Zona Norte, uma grávida entrou em trabalho de parto e teve de ser resgatada por um helicóptero Pelicano da Polícia Civil. Ela foi levada para o Hospital Santa Joana, onde deu à luz uma menina que ganhou o nome de Tália Vitória.
O congestionamento chegou a 128 km, medido às 9h pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Segundo a CET, todas as multas por rodízio serão canceladas, já que os motoristas ficaram parados nos alagamentos. O rodízio foi mantido na parte da tarde. A decisão de suspender o rodízio é do próprio prefeito.
Os trens da CPTM circulam parcialmente na linha Coral, entre Ferraz de Vasconcelos e Poá, que alagou. Os trilhos também foram cobertos na linha que segue pela Marginal Pinheiros, na altura da Estação Hebraica, na Zona Sul da capital
.http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/12/08/forte-chuva-dificulta-transito-deslizamentos-
causam-mais-mortes-em-sp-915102966.asp
Leia mais notícias sobre a chuva em São Paulo:
Chuvas deixam São Paulo em estado de alerta
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/12/08/materia.2009-12-08.9096843979/view
Chuva para São Paulo e provoca mortes
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI109345-15223,00-CHUVA+PARA+SAO+PAULO+E+PROVOCA+MORTES.html
SÃO PAULO - A chuva que caiu intermitente por cerca de 14 horas parou a capital paulista nesta terça-feira e causou a morte de seis pessoas na Grande São Paulo - uma na capital paulista, uma no município de Itaquaquecetuba e quatro irmãos em Santana do Parnaíba - dois gêmeos de 7 anos, uma menina de 9 e um rapaz de 18. A maioria das vítimas morreu em decorrência de deslizamentos ou desabamentos ocorridos em moradias erguidas em áreas de risco.
Os rios Tietê e Pinheiros transbordaram. Choveu forte durante toda a madrugada e a cidade entrou em estado de atenção desde 3h14m. Foi o terceiro transbordamento do Rio Tietê após obra bilionária de rebaixamento da calha , inaugurada em 2006.
A promotora Maria Amélia Nardy Pereira, do Ministério Público Estadual, que investiga a ampliação da marginal Tietê diz que estudos mostram que impermeabilização agrava o problema das enchentes . A Dersa, responsável pela ampliação, nega que as obras tenham relação com a enchente registrada nesta terça-feira.
Balanço da Defesa Civil do município divulgado na tarde desta terça informa que mil pessoas ficaram desalojadas e pelo menos 222 imóveis foram interditados por causa do risco de desabamento.
De acordo com o CGE, o volume de chuvas desta terça-feira na capital paulista foi o maior, em único dia, nos últimos três anos. Até as 13h, o CGE contabilizou 67,4 milímetros de chuva, em média na cidade. O maior índice anterior havia sido registrado em 29 de março de 2006, com 73,3 milímetros. Segundo a Climatempo, em oito dias, choveu em São Paulo 70% de toda a precipitação esperada para o mês de dezembro.
A Marginal Tietê, principal acesso à cidade pelas rodovias Anhanguera, Dutra, Bandeirantes, Fernão Dias e Castello Branco, foi tomada pelas águas do rio em pelo menos três pontos - sob as pontes Bandeiras, Vila Guilherme e Aricanduva - e teve de ser interditada. A Defesa Civil pediu aos caminhoneiros em trânsito que parassem nas estradas e não se aproximassem da cidade. As rodovias bloquearam o acesso à Marginal Tietê. Ônibus que chegavam do interior do estado tiveram de voltar às cidades de origem. Números da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que administra o trânsito na capital, indicam que circulam diariamente, em média, 700 mil veículos por ela, sendo 577 mil automóveis, 15 mil ônibus e 108 mil caminhões
Segundo o governo do estado, uma bomba de água falhou no Rio Pinheiros, prejudicando ainda o escoamento das águas no Rio Tietê.
Na Zona Leste da capital, a vítima foi um homem de 45 anos, que morreu soterrado na Favela Santa Madalena, que fica numa travessa da Avenida Sapopemba. O barraco ficava em cima de um morro, que cedeu. Cães farejadores acharam o corpo de Francisco Oliveira Lima no começo da manhã. Ele morava sozinho. Outras 22 moradias no local foram interditadas e desocupadas pela Defesa Civil.
Leia também: Chuva também causa estragos no interior de São Paulo
Em Santana do Parnaíba, o deslizamento de terra soterrou um barraco, matando os quatro irmãos. Os primeiros a serem achados foram os corpos de gêmeos de 7 anos. O último foi o de uma menina de 9 anos, Gilmara Oliveira dos Santos. O pai saía para o trabalho quando ouviu o estrondo. A mãe das crianças, que estava em outro cômodo, passou mal e teve de ser internada.
O pai das crianças, Gilmar de Souza, estava em choque nesta manhã.
- Eu estava tomando banho, já tinha feito café, fui ao banheiro, e quando estava saindo do banheiro ouvi um barulho e vi meus filhos já soterrados - contou.
Em Itaquaquecetuba, um córrego transbordou e arrastou uma casa que havia sido erguida no local. O corpo de Delzi Conceição Ferreira, de 57 anos, foi encontrado entre os destroços da moradia . A PM diz que Delzi vivia sozinha no local há dois meses. Segundo a Defesa Civil, a moradia foi erguida bem em cima do córrego, que tinha 2 metros de largura antes da chuva.
Em Francisco Morato, na Grande São Paulo, os bombeiros e a Polícia Militar resgataram uma mulher de 45 anos que ficou soterrada após cair num poço . Segundo os bombeiros, um barranco perto da casa da mulher, na Rua Santo Agostinho, no Jardim Santa Rosa, cedeu por causa da chuva. Com o deslizamento de terra, ela foi arrastada e acabou caindo no poço artesiano que tem no seu quintal.
O poço, de 35 metros de profundidade, não tinha água e o muro dele está prestes a ceder. A mulher ficou com areia pela cintura dentro do poço. De acordo com os bombeiros, ela teve apenas escoriações e ferimentos leves e foi levada de helicóptero para o Hospital das Clínicas, na capital paulista.
Na capital, as águas do rio também invadiram o Jardim Pantanal, em de São Miguel Paulista, Zona Leste, atingindo um metro e meio em alguns pontos. A Defesa Civil está providenciando a retirada de moradores de áreas de risco em São Miguel Paulista, São Mateus e Itaim Paulista, na Zona leste, e no Butantã, na Zona Leste. O bairro do Ipiranga está em alerta.
Na Zona Oeste, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), que abastece a Grande São Paulo e várias outras cidades do estado com verduras, frutas, legumes e até flores ficou debaixo d'água. A Ceagesp não tem previsão de quando poderá retomar as atividades.
Nas sete primeiras horas desta terça-feira, choveu na capital paulista 64 milimetros, o que equivale a 32% da média histórica para todo o mês de dezembro, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE). A cidade teve ainda 98 pontos de alagamento ao longo da manhã, o maior índice do ano. O CGE avalia que o grande problema da chuva desta terça-feira foi a continuidade por um longo período e não a intensidade, já que não houve pancadas fortes.
Na Zona Norte, o aeroporto do Campo de Marte alagou e a Rodoviária do Tietê parou. Os ônibus não puderam deixar o terminal e os passageiros ficaram nas plataformas. Ônibus vindos de outras cidades e estados também não chegaram.
Na Avenida Zachi Narchi, na Zona Norte, uma grávida entrou em trabalho de parto e teve de ser resgatada por um helicóptero Pelicano da Polícia Civil. Ela foi levada para o Hospital Santa Joana, onde deu à luz uma menina que ganhou o nome de Tália Vitória.
O congestionamento chegou a 128 km, medido às 9h pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Segundo a CET, todas as multas por rodízio serão canceladas, já que os motoristas ficaram parados nos alagamentos. O rodízio foi mantido na parte da tarde. A decisão de suspender o rodízio é do próprio prefeito.
Os trens da CPTM circulam parcialmente na linha Coral, entre Ferraz de Vasconcelos e Poá, que alagou. Os trilhos também foram cobertos na linha que segue pela Marginal Pinheiros, na altura da Estação Hebraica, na Zona Sul da capital
.http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/12/08/forte-chuva-dificulta-transito-deslizamentos-
causam-mais-mortes-em-sp-915102966.asp
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Chuvas deixam São Paulo em estado de alerta
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/12/08/materia.2009-12-08.9096843979/view
Chuva para São Paulo e provoca mortes
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI109345-15223,00-CHUVA+PARA+SAO+PAULO+E+PROVOCA+MORTES.html
sábado, 5 de dezembro de 2009
Lula o Filho do Brasil, o filme
Lula, o Filho do Brasil
Confira a crítica, a palavra dos envolvidos e a entrevista com o diretor
(Foto: Divulgação)
OPINIÃO
1º de janeiro de 2010. Esta é a data de estreia do filme que desde seu anúncio causa polêmica: Lula, o Filho do Brasil. Apesar de pouca gente ter assistido às pré-estreias, sobram comentários e opiniões sobre ele.
O motivo? A política. Ano que vem acontece a eleição presidencial. Lula não será candidato, uma vez que está em seu segundo mandato. No entanto, ele tentará eleger Dilma Rousseff, atual ministra-chefe da Casa Civil, como sua sucessora.
Impossível esquecer todo este contexto ao entrar na sala de cinema. Da mesma forma, não há como abandonar as opiniões a respeito do governo em exercício. Tampouco, há como deixar de lado as quase 500 páginas percorridas do livro homônimo ao filme, de Denise Paraná (originalmente uma tese de doutorado em Ciências Sociais na USP).
As luzes se apagam. Começa o longa. O que se vê na tela é uma tentativa de condensar, em duas horas, mais de três décadas de história. Do nascimento de Luiz Inácio no sertão pernambucano, em 1945, à ascensão de Lula como líder sindical em São Bernardo do Campo, em 1980 – ano da morte de sua mãe, Lindu.
As histórias são tantas que acabam por tornar a trama um tanto quanto fragmentada. Falta um pouco de fluência, algumas fases da vida do presidente são pinceladas de anos em anos. Além disso, a relação entre todos os membros da família fica por vezes apagada. Com exceção de algumas cenas que demonstram os relacionamentos com o pai e com o irmão, Frei Chico, o foco é sempre a relação mãe e filho.
Mãe que, deve-se dizer, é lindamente interpretada por Glória Pires. Aliás, as atuações são louváveis. Milhem Cortaz, Aristides, que faz o papel do pai de Lula, aparece pouco, mas com muita força. E Rui Ricardo Diaz, em seu primeiro longa, consegue dar vida a um Lula não caricato, verdadeiro, crível.
Se o longa terá realmente alguma influência nas eleições, precisamos aguardar para ver. Até porque não há 100% de certeza em relação à transferência de votos de Lula para Dilma. Fato é que, independentemente de tudo isso, o filme tem o mérito de narrar uma trajetória de vida admirável.
Fontes:
http://msn.onne.com.br/cultura/materia/11468/lula-o-filho-do-brasil
Site Oficial
http://www.lulaofilhodobrasil.com.br/
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Uma aventura na África
A viagem começa pelo mar. Os repórteres da EPTV encaram o desafio de ficar frente a frente com o maior predador dos mares: o Tubarão Branco. Na Namíbia, chegam ao segundo maior cânion do Planeta e percorrem o deserto mais antigo do mundo, com 80 milhões de anos. Pelo caminho, o Deserto Vermelho, onde as dunas podem passar dos 300m de altura.
No semi-árido da savana, flagram um espetáculo da vida: as grandes manadas de zebras, elefantes, girafas e antílopes em busca dos últimos reservatórios de água. Do clima seco da savana, seguem rumo à abundância de água do Delta do Okavango, em Botswana. Uma área semelhante ao Pantanal brasileiro. E lá saem, de canoa, atrás do hipopótamo, o animal que mais ataca o homem na África. Na fronteira entre Zimbabwe e Zâmbia, a maior queda d´água do mundo: as Cataratas Vitória.
No mundo de águas africano, os aventureiros encaram a Piscina do Diabo, uma área onde os visitantes podem nadar na beira do abismo. Os repórteres da EPTV mostram
ainda os Himba, uma das últimas tribos nômades da África. As mulheres nunca tomam banho, mas passam 3 horas por dia cuidando da beleza. Numa sociedade onde existem poucas mulheres, elas não se importam em dividir o marido. Foi o primeiro Globo Repórter exibido pela EPTV em alta definição em dezembro de 2008.
http://eptv.globo.com/emc/VID,0,1,89;1,africa.aspx
Apartheid,origem histórica da segregação na África do Sul
Apartheid
Para uso de pessoas brancas, diz a placa da época do apartheid
O termo apartheid significa "separação" ou "identidade separada". Serviu para designar o regime político da África do Sul que, durante décadas, impôs a dominação da minoria branca (ou aristocracia branca) sobre grupos pertencentes a outras etnias, compostos em sua maioria por negros.
O apartheid não deve ser interpretado como simples "racismo", pois ele foi um sistema constitucional de segregação racial que abrangeu as esferas social, econômica e política da nação sul-africana estabelecendo critérios para diferenciar os grupos.
A origem histórica do apartheid é bem antiga e remonta ao período da colonização da África do Sul. Os primeiros colonizadores bôeres (também denominados de afrikaner) compunham-se de grupos sociais europeus que vieram da Holanda, França e Alemanha e se estabeleceram no país nos séculos 17 e 18.
Ideologia nacionalista
Esses colonizadores dizimaram as populações autóctones (grupos tribais indígenas) e tomaram suas terras. Os líderes afrikaners manipularam e converteram um preceito religioso cristão, que a princípio estabelecia a segregação como uma forma de defender e preservar as populações tribais da influência dos brancos, em uma ideologia nacionalista que pregava a desigualdade e separação racial.
Os afrikaners se consideravam a verdadeira e autêntica nação (ou volk, que em alemão significa povo). A cor e as características raciais determinaram o domínio da população branca sobre os demais grupos sociais e a imposição de uma estrutura de classe baseada no trabalho escravo.
Política racial
Nas regiões dominadas por eles estabeleceu-se uma política racial que diferenciou os europeus (população branca) dos africanos (que incluía todos os nativos não-brancos, também conhecidos por bantus). Até mesmo aqueles grupos sociais compostos por imigrantes asiáticos, em particular indianos, sofreram com a política de discriminação racial.
Seria engano supor que a expansão do domínio dos afrikaners sobre a população não-branca da África do Sul foi um processo livre de conflitos. Pelo contrário, houve muitas guerras com as populações tribais que ofereceram resistência aos brancos, entre elas as tribos xhosa, zulu e shoto.
No início do século 20, a África do Sul atravessou um intenso processo de modernização que intensificou os conflitos entre brancos e não-brancos. Não obstante, a minoria branca soube explorar os conflitos intertribais que afloravam entre os diferentes grupos étnicos e isso de certo modo facilitou a avanço e domínio dos afrikaners.
Veja também
Declínio do Apartheid
http://educacao.uol.com.br/sociologia/apartheid-origem.jhtm
Para uso de pessoas brancas, diz a placa da época do apartheid
O termo apartheid significa "separação" ou "identidade separada". Serviu para designar o regime político da África do Sul que, durante décadas, impôs a dominação da minoria branca (ou aristocracia branca) sobre grupos pertencentes a outras etnias, compostos em sua maioria por negros.
O apartheid não deve ser interpretado como simples "racismo", pois ele foi um sistema constitucional de segregação racial que abrangeu as esferas social, econômica e política da nação sul-africana estabelecendo critérios para diferenciar os grupos.
A origem histórica do apartheid é bem antiga e remonta ao período da colonização da África do Sul. Os primeiros colonizadores bôeres (também denominados de afrikaner) compunham-se de grupos sociais europeus que vieram da Holanda, França e Alemanha e se estabeleceram no país nos séculos 17 e 18.
Ideologia nacionalista
Esses colonizadores dizimaram as populações autóctones (grupos tribais indígenas) e tomaram suas terras. Os líderes afrikaners manipularam e converteram um preceito religioso cristão, que a princípio estabelecia a segregação como uma forma de defender e preservar as populações tribais da influência dos brancos, em uma ideologia nacionalista que pregava a desigualdade e separação racial.
Os afrikaners se consideravam a verdadeira e autêntica nação (ou volk, que em alemão significa povo). A cor e as características raciais determinaram o domínio da população branca sobre os demais grupos sociais e a imposição de uma estrutura de classe baseada no trabalho escravo.
Política racial
Nas regiões dominadas por eles estabeleceu-se uma política racial que diferenciou os europeus (população branca) dos africanos (que incluía todos os nativos não-brancos, também conhecidos por bantus). Até mesmo aqueles grupos sociais compostos por imigrantes asiáticos, em particular indianos, sofreram com a política de discriminação racial.
Seria engano supor que a expansão do domínio dos afrikaners sobre a população não-branca da África do Sul foi um processo livre de conflitos. Pelo contrário, houve muitas guerras com as populações tribais que ofereceram resistência aos brancos, entre elas as tribos xhosa, zulu e shoto.
No início do século 20, a África do Sul atravessou um intenso processo de modernização que intensificou os conflitos entre brancos e não-brancos. Não obstante, a minoria branca soube explorar os conflitos intertribais que afloravam entre os diferentes grupos étnicos e isso de certo modo facilitou a avanço e domínio dos afrikaners.
Veja também
Declínio do Apartheid
http://educacao.uol.com.br/sociologia/apartheid-origem.jhtm
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Brasil reduz bastante o índice de mortalidade infantil
Relatório divulgado hoje (20) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirma que o Brasil apresenta grandes avanços em relação à sobrevivência de crianças.
De acordo com os dados, o país faz parte do grupo de 25 nações em meio a 196 analisadas que mais avançaram na redução da mortalidade de menores de 5 anos. A queda, desde 1990, chegou a 61% no ano passado, atingindo a marca de 22 mortes para cada mil nascidos vivos.
A mortalidade de crianças menores de 1 ano, segundo o relatório, segue a mesma tendência e registra 18 óbitos para cada mil nascidos vivos uma redução de 60%. Para a coordenadora do Programa de Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil do Unicef, Cristina Albuquerque, não há dúvidas de que o Brasil tem muito o que comemorar. Ela avaliou a queda em índices como o da mortalidade infantil como uma vitória enorme se considerada a dimensão do país. Cristina citou avanços também na redução da desnutrição em crianças menores de 2 anos de 2000 a 2008, o índice caiu 77%.
Outro destaque trata do acesso à escola já que, em 2001, 920 mil crianças em idade escolar estavam fora das salas de aula. No ano passado, o número passou para 570 mil. O relatório do Unicef, feito em comemoração aos 20 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, destaca o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como uma legislação detalhada sobre os direitos da infância. Questionada sobre as críticas feitas à implementação das leis, Cristina lembrou que o ECA nasceu praticamente com a convenção e incorpora todas as diretrizes, os princípios e as inovações do tratado.
Por se tratar de uma legislação avançada e feita para provocar mudanças, ela acredita que as alterações práticas ainda vão levar tempo. O maior desafio não é a lei. O Brasil tem um histórico de desigualdade e, portanto, é fazer cumprir essa lei.
Outro desafio é criar um sistema de garantia de direitos mais fortalecido para que os atores que trabalham na área de proteção e prevenção possam atuar de forma mais harmônica e coordenada. Já em relação às políticas públicas adotadas pelo país para reduzir as disparidades sociais, o relatório aponta o programa Bolsa Família como referência no combate à pobreza.
Para Cristina, a iniciativa representa um exemplo para o mundo inteiro nos quesitos redução da vulnerabilidade e melhor qualidade de vida. Ela avaliou, entretanto, que o programa precisa ser aperfeiçoado, com avanços de políticas públicas nos municípios e melhor qualidade da educação.
O país vive um excelente momento, mas, além de celebrar, temos que refletir sobre os desafios, disse ..
http://www.mapadaweb.com.br/visitar/Notícias/Ultima%20Noticia/
De acordo com os dados, o país faz parte do grupo de 25 nações em meio a 196 analisadas que mais avançaram na redução da mortalidade de menores de 5 anos. A queda, desde 1990, chegou a 61% no ano passado, atingindo a marca de 22 mortes para cada mil nascidos vivos.
A mortalidade de crianças menores de 1 ano, segundo o relatório, segue a mesma tendência e registra 18 óbitos para cada mil nascidos vivos uma redução de 60%. Para a coordenadora do Programa de Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil do Unicef, Cristina Albuquerque, não há dúvidas de que o Brasil tem muito o que comemorar. Ela avaliou a queda em índices como o da mortalidade infantil como uma vitória enorme se considerada a dimensão do país. Cristina citou avanços também na redução da desnutrição em crianças menores de 2 anos de 2000 a 2008, o índice caiu 77%.
Outro destaque trata do acesso à escola já que, em 2001, 920 mil crianças em idade escolar estavam fora das salas de aula. No ano passado, o número passou para 570 mil. O relatório do Unicef, feito em comemoração aos 20 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, destaca o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como uma legislação detalhada sobre os direitos da infância. Questionada sobre as críticas feitas à implementação das leis, Cristina lembrou que o ECA nasceu praticamente com a convenção e incorpora todas as diretrizes, os princípios e as inovações do tratado.
Por se tratar de uma legislação avançada e feita para provocar mudanças, ela acredita que as alterações práticas ainda vão levar tempo. O maior desafio não é a lei. O Brasil tem um histórico de desigualdade e, portanto, é fazer cumprir essa lei.
Outro desafio é criar um sistema de garantia de direitos mais fortalecido para que os atores que trabalham na área de proteção e prevenção possam atuar de forma mais harmônica e coordenada. Já em relação às políticas públicas adotadas pelo país para reduzir as disparidades sociais, o relatório aponta o programa Bolsa Família como referência no combate à pobreza.
Para Cristina, a iniciativa representa um exemplo para o mundo inteiro nos quesitos redução da vulnerabilidade e melhor qualidade de vida. Ela avaliou, entretanto, que o programa precisa ser aperfeiçoado, com avanços de políticas públicas nos municípios e melhor qualidade da educação.
O país vive um excelente momento, mas, além de celebrar, temos que refletir sobre os desafios, disse ..
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